26
jul
Entrevista com Adam Levine

Um bate-papo com Adam Levine do Maroon 5

Mike Ragogna: O que há com o seu novo álbum Hands All Over? Você ainda está trabalhando nele?

Adam Levine: Bom, eu acho que terminamos… nós meio que terminamos. Hands All Over é o nosso novo álbum. Nós fomos até a Suíça e fizermos com “Mutt” Lange, e nós tivemos uma experiência incrível e inspiradora que nunca vamos nos esquecer. Nós nunca embarcamos em algo como isso — sair de L.A. e do conforto de nossas casas para fazer um álbum. Foi completamente maravilhoso ser completamente afetado com criatividade.

MR: Em 22 de Junho, vocês lançaram o single e videoclipe de “Misery.”

AL: Isso, acabou de sair.

MR: O vídeo foi dirigido por Joseph Kahn, e você está sendo lançado de um edifício.

AL: (risos) Eu li, tipo, três linhas do tratamento que o Joseph escreveu, e eu sempre quis trabalhar com ele por ser tão talentoso.

MR: E como foi isso?

AL: Eu creio que a primeira linha era, “Adam está passando por algo com sua garota,” então eu comecei a virar os olhos pensando, “Okay, próxima idéia.” Mas então, acho que três linhas depois, dizia algo como, “…ela está tentando matá-lo.” Eu só pensei que aquilo era maravilhoso. Eu nunca vi isso antes.

MR: E, claro, nada demonstra “Eu te amo” melhor em um vídeo do que ser lançado de um edifício.

AL: Eu amo videoclipes, eu realmente amo. Eu acho que é triste ser uma arte que está morrendo. As pessoas não dão tanta atenção quanto davam antigamente, e os vídeos não são culturalmente relevantes como eram. Mas eu quero combater isso, fazendo vídeos bons, engraçados e que são interessantes para as pessoas. Eu não acho que alguém quer ver somente a banda se apresentar em um vídeo, isso não é o que interessa as pessoas. Então, é bom ter alguns desvios, mudanças e esquisitices que te levam a música em um modo único. Eu estou realmente entusiasmado com este vídeo porque eu acho que atinge exatamente isso.

MR: Otimo. Agora, só para retomar um pouco com os leitores, Maroon 5 começou do grupo Kara’s Flowers. Qual é a história por trás disso?

AL:
Basicamente tudo começou no ginásio, três dos cinco mêmbros estão juntos desde então. Eu conheci nosso baixista, Mickey, quando nós tínhamos 11 anos na 7ª série. Nos conhecemos e ele começou a me ensinar sobre rock clássico, que eu não conhecia ou não gostava muito, como Bowie e Queen. Eu fui criado a base de Beatles, Simon & Garfunkel, e The Rolling Stones, mas nunca fui muito com a cara de algumas coisas que ele realmente gostava. Nós meio que trocamos gostos. Eu gostava muito de Guns N’ Roses e Mötley Crüe, e nós começamos a ouvir todos esses tipos diferentes de música e explorá-las. Ele começou a tocar baixo porque eu tocava guitarra, e é assim que começou. Foi bem orgânico, somente um monte de garotos bagunçando na garagem. Nós sabíamos que havia algo especial acontecendo. Eu só me tornei o vocal porque eu era o melhor vocal da banda — Eu nunca fui um desses garotos ‘American Idol’ que desejavam ser cantores. Eu só queria estar em uma banda, e era basicamente isso. Eu pensei comigo, quando éramos crianças, “Okay, bem eu consigo cantar. Então irei cantar.” Foi algo não planejado, eu era o cara que ia ser o vocal. E foi assim que cresci com a banda. Este era o meu objetivo, tocar música com os meus amigos.

MR: E então vem o Maroon 5.

AL: Ah, Maroon 5. Bom, eu acho que nossa música começou a mudar. Nós começamos a ouvir R&B e hip hop o que começou a surtir efeito na maneira que queríamos tocar. Acho que nos anos 90, rock ‘n’ roll estava meio morto, as coisas começaram a acontecer no R&B e hip-hop que nunca foram revolucionários. Para mim, pelo menos, bandas de rock ‘n’ roll começaram a regugirtar as mesmas m**as. Todos queriam ser Nirvana, Pearl Jam, e ninguém dava muita atenção para o fato de que os Neptunes e Timberland eram novos sons, inovando. E eu fiquei realmente ligado nisso, até os álbuns Destiny’s Child. Eu sei que soa estranho, mas para mim, na época, eles eram os álbuns mais revolucionários sendo lançados. Digo Missy Elliott era quase vanguarda. Era tão estranho e legal e meio que o nascimento de um gênero completamente novo da música. Nós amamos isso, nós imitamos isso. E, acho que, fazendo isso, nós alienamos nós mesmos da cena do rock ‘n’ roll e nos tornamos uma situação pop.

Eu amo isso. Eu gostei de fazer o que não era experado que fizessemos. Com a primeira banda, nós eramos a banda power pop, rock ‘n’ roll. Eu queria fazer algo diferente, e tudo veio das realizações que eu tive na época que ouvi muito Stevie Wonder, Bill Withers, Marvin Gaye, e as coisas que realmente afetaram a forma que escrevi e cantei música também.

MR:
De volta ao Live Aid, você pode tocar com um dos seus ídolos, Stevie Wonder.

AL: Stevie Wonder é um daqueles caras que entrega completamente tudo o que você quer saber sobre ele. Ele é um ótimo ser humano, e o conto de fadas existe naquele homem. Ele é uma das melhores pessoas, na minha opinião, que existem na terra.

MR: Álbum favorito do Stevie Wonder?

AL: Ahhh, Songs in the Key of Life.

MR: Então, Songs About Jane é lançado, e você começa com o hits como “This Love”. Também, John Mayer o leva em sua turnê de 2003 porque ele está impressionado. Você sentiu que essas foram validações da inovação que você pretendia?

AL: Eu acho que sim. Eu nunca estive interessado em ser como qualquer outra banda regular de rock ‘n’ roll que existiu. E você pode dizer o que quiser sobre nossa banda, mas no final do dia, não há outra banda na atualidade que seja sonoramente igual a nós. É engraçado porque a percepção da banda é que somos bem pop, o que somos, e nós aceitamos isso. E é por iss que há confusão quanto ao que realmente somos. Eu realmente não sei mais o que as pessoas pensam, e eu particularmente não me importo, mas é interessante. Nós encaixamos em um nicho tão estranho que eu realmente não se onde nos encaixamos, e eu acho que não se encaixar é o que inicialmente nos destacou.

MR: Você é nomeado múltiplas vezes ao Grammy, até ganhou alguns. Mas uma das nomeações main interessantes que você teve foi para “If I Never See Your Face Again” com participação da Rihanna.

AL: Isso, isso. Isso foi legal porque ela veio e bateu a nossa porta. Ela é realmente impressionante, cara. Eu fui sortudo com todas as colaborações que fizemos. Todas elas tem sido maravilhosas.

MR: Com o novo álbum, nós já pegamos um pouco de uma das faixas, “Misery.” Será lançado em Setembro, certo?

AL: Eu estou muito ansioso. Acho que inclui muito da base musical, e experimenta novas idéias e novos sons. Tem um pouco de Motown, um pouco de country, e um pouco de o que você esperar. Eu acho que é um ótimo e sólido álbum.

MR: “Out of Goodbyes” tem Lady Antebellum. Como você fez parceria com eles?

AL: Ele fizeram um trabalho ótimo nos ajudando a preencher os buracos porque nós não somos uma banda country, obviamente. Mas houveram alguns elementos country que queríamos naquela música, e a voz dela simplismente misturou realmente bem com a minha. Nós precisávamos de um toque feminino da música, e também algumas coisas que não fomos capazes de fazer. Foi bom ter vindo de outro artista. Obviamente, eles fazem muito bem também, então foi ótimo tê-los envolvidos. Estou orgulhoso em dizer que estive apto a colaborar com um cara como o Kanye, e então uma banda como Lady Antebellum. Acho que temos a rara habilidade de fazermos isso.

MR: Qual é o seu conselho para artistas novos que estão surgindo?

AL: É difícil dar conselhos porque nós estamos fazendo isso por 8 anos, agora. É realmente difícil dar conselho em nossa posição porque houve uma evolução muito grande no modo como esses negócios funcionam desde que começamos, basicamente. Nós não tinhamos MySpace, nós não tinhamos coisas como YouTube e todas as outras coisas que existem agora. Nós não tínhamos essas coisas quando começamos, então nós dependíamos do bom e velho trabalho árduo.

Eu sei que isso me faz parecer um velho ranzinza, mas nós tínhamos que trabalhar, nós tínhamos que sair em turnê e tocar para as pessoas. Nós não podíamos colocar propagandas no twitter e fazer todas essas pequenas coisas tecnológicas que as bandas fazem. Então, o que eu digo é faça todas essas coisas porque é realmente importante nesse estágio, mas não tenha medo de se sujar e sair para tocar para as pessoas Saia e vá em uma turnê. Você vai se ferrar um pouco — com um pouco de sorte, não muito mas você deve continuar em frente. Não é fácil. Obter sucesso neste mundo de negócios é extraordináriamente difícil, então você falvez tenha que desenvolver uma casca mais grossa e continuar, continuar, continuar. Nós éramos uma banda por muito tempo antes de conseguir sucesso, o que eu acho que foi uma boa coisa, meio que abençoados. Eu só diria, “Prepare-se para trabalhar.”

MR: Mais uma rápida pergunta. Vocês ainda estão em contato com John Mayer? Porque se você está…

AL: … não falo com o John já faz um tempo. Ele tem falado com o mundo, não tem?

MR: (risos) Adam, muito obrigado pelo seu tempo, cara.

AL: Ótimo. Obrigado à você.


Agradecimentos ao Site Maroon5Br pela tradução ao Renato mas precisamente.
Fonte: Huffington Post e Maroon 5 Br
Tradução e adaptação: Mariel Munhoz para o Maroon 5 Brasil