08
jun
James Valentine do Maroon 5 sobre UNL, música e a vida de rockstar

Um dos músicos mais bem sucedidos de Lincoln não consegue parar de trabalhar.

James Valentine, o guitarrista do grupo rock vencedor do Grammy Maroon 5, está trabalhando com seus colegas de banda na composição do terceiro álbum. Eles estão planejando passar o verão em um estúdio de gravação de Los Angeles.

Valentine também está trabalhando com uma banda paralela, JJAMZ, e já fez dois shows com eles.

O Daily Nebraskan se encontrou com Valentine, um graduado de publicidade da Universidade Nebraska-Lincoln de 1996 a 1999, enquanto ele tirava uma folga do festival de música e artes Coachella, em Indio, Califórnia, no fim de semana passado.

Daily Nebraskan: O que vocês estão aprontando agora?
James Valentine: o Maroon 5 está escrevendo material para nosso próximo álbum. Temos um local de ensaio em LA que nós meio que nos encontramos; tem sido tudo muito solto até agora. Estivemos em turne há tanto tempo que eu achei que precisávamos de um tempo um do outro. Agora voltamos e também temos um pequeno estúdio pronto na casa do Adam Levine onde estivemos trabalhando com algumas idéias.

DN: Vocês tem alguma data chave para o novo álbum?
JV: É um pouco cedo pra dizer. Nós queremos lançar o mais breve possível. Já fazem alguns anos desde que o nosso ultimo álbum saiu. Nós não queremos sair por muito tempo, mas ao mesmo tempo não queremos quebrar o processo.

DN: Ok, é justo. Diga me sobre seu tempo na UNL e na J- School.
JV: Sabe, viver de música sempre foi meu sonho, mas todo mundo ao me redor me dizia para ter planos mais práticos para ter uma carreira real. E eu fiquei interessado em Propaganda por alguma razão.
Quando eu era mais jovem, eu achava que tinha visto o show ‘Thirty Something’ e tinha um dos caras no show que estava em publicidade, e eu achava tão legal. Eu descobri que seria uma carreira divertida, algo criativo se eu não fosse tocar música.
Foi realmente bacana, eu tive ótimos professores lá. Eu meio que me ferrei, porque depois eles ganharam aquele prédio novo depois que eu saí.

DN: Eu li que quando você estava com sua ultima banda antes do M5, Square, vocês ganharam um concurso na batalha de bandas. Foi assim que vc saiu de LA?
JV: É verdade, Os caras da Dietze Music nos introduziram no concurso. Ganhamos o round local, então o estadual e então as semi finais e entramos nas finais que eram em LA. Nas finais, parte do prêmio eram passagens aéreas grátis.
Entao ao invés de pegar o airfare, dissemos que usaríamos o dinheiro para alugar um caminhão e nos mudarmos pra LA.
Pensamos que com todos os contatos que conseguimos iríamos nos mudar pra LA e tentar um contrato numa gravadora. Nunca aconteceu isso com a Square, apesar de termos feitos showcases para todas as grandes gravadoras. Durante aquele tempo conheci os caras do Kara’s flowers, que iria se tornar Maroon 5.

DN: Foi uma partida complicada para você?
JV: Foi bem difícil. Foi um ano muito duro para todos nós; isso foi definitivamente tenso na nossa relação. Estávamos em um lugar novo, realmente sem dinheiro e trabalhando em trabalhos medíocres. Foi muita tensão. E na época, também, não era muito certo se era a melhor coisa para eu fazer.
Quero dizer, depois que o Maroon 5 vendeu milhões de discos, parecia tipo ‘ah, lógico.’ Eu tive problemas decidindo. Eu realmente gostava do que o Square estava fazendo; era muito diferente. Eu acho que o tempo todo, lá no fundo eu sabia que eu devia estar com os caras do Maroon 5.

DN: Que tipos de empregos você teve em LA antes de assinar contrato?
JV: Bem, eu era mensageiro. Rapidamente, continuei meu trabalho no Gallup Poll, e eles tinham um escritório em Irvine. Sendo um mensageiro, foi um trabalho legal. Eu dirigia o dia todo por todo o sul da califórnia. E o último emprego que tive, antes de começarmos a fazer o ‘Songs About Jane’, eu trabalhava como um copiador no centro de cópias da UCLA.

DN: Quando você foi para L.A. com o Square, você esperava que a transição do cenário musical de Lincoln para Los Angeles seria tão dificil?
JV: Eu não sei. Tínhamos alguma idéia do que estávamos no metendo. Isso que é bom quando se tem 20 anos de idade. Nós éramos muito inocentes para ficarmos com medo, o que foi bom.
Graças a Deus que nós fomos. Aquela batalha de bandas nos deu uma falsa sensação de orgulho; nós achávamos que se ganhássemos essa competição de 5.000 bandas nós definitivamente poderíamos dar o primeiro passo e seria tudo tranquilo.
Foi um mundo realmente competitivo, e é complicado tocar uma banda. Você tem que sacrificar muitas coisas para devotar sua vida toda a isso. Nós não entendíamos isso no início.

DN: Quando vocês gravaram “Songs About Jane”, qual vocês acharam que seria a recepção?
JV: Depois que terminamos de gravar, sabíamos que tinhamos algo.
Foi um processo lento para termos esse álbum na mão das pessoas. Levou um longo tempo para a rádio e a MTV acreditar em nós.
Durante aquele tempo, estivemos em turnê e abrindo para um monte de gente, tendo grandes chances abrindo para artistas mais conhecidos. Toda semana, as coisas estavam se tornando melhores para nós. Estávamos tendo mais audiência ou vendendo um pouco mais de ingressos para os shows.

Estava sempre subindo, e nós sempre estivemos muito otimistas de que boas coisas estavam vindo.

DN: Vocês perderam seu primeiro baterista, Ryan Dusick, em setembro de 2006 quando os problemas de tendinite o forçaram a sair. Como vocês lidaram com isso?
JV: Nós ainda lidamos com isso; foi realmente difícil. Foi realmente frustrante.
Isso chegou a um certo ponto onde ele não podia tocar mais, e isso aconteceu no pior momento possível quando estávamos realmente começando a sair pelo mundo.
Nós tivemos que continuar. Isso ainda é provavelmente a coisa mais trágica que já aconteceu à banda, bate na madeira. Ele vive na mesma vizinhança que nós. Ele está produzindo e escrevendo com outra banda.

DN: Vocês fizeram uma longa pausa entre “Songs About Jane” e “It Won’t Be Soon Before Long”. Por quê?
JV: Nós fizemos turnê de “Songs About Jane” por aproximadamente quatro anos, então precisamos um pouco de tempo para repor nossa compostura.
Nós nem ficamos tanto tempo longe, nós só ficamos em turnê por tanto tempo que no momento em que descansamos, foi um espaço bem comprido.

DN: Vocês foram definidos como uma banda pop com “Songs About Jane”. Você se sente como se vocês tivessem tentado mudar isso no segundo álbum?
JV: Não, eu acho que nós sempre nos agarramos à música pop. Todas as influências básicas das bandas estão interessadas nas habilidades de um som pop. The Beatles, Stevie Wonder, The Police… nós estamos interessados nessas habilidades.
Pop pode ser usado com um termo perjorativo, mas não vemos isso dessa forma.

DN: O que você acha das pessoas não entendem o Maroon5 como uma banda?
JV: Bem, você sabe, eu acho as vezes, como qualquer banda, onde há um vocalista carismático, bonito, eles esquecem que há uma banda e não somente um projeto solo.
Mas eu acho que através dos anos as pessoas nos entenderão mais e mais. Esperançosamente neste terceiro nível nós continuaremos a deixar claro quem somos.

DN: Quantas músicas vocês escreveram para o novo álbum até agora?
JV: Cara, isso é super secreto (risos). Há um monte de material. É difícil colocar em números porque temos muitos fragmentos.

DN: Algum objetivo para quando vocês forem para o estúdio e trabalharem nisso?
JV: Essencialmente, nós estaremos lá provavelmente todo verão. Talvez mais, nós não sabemos. É estranho gravar álbuns, você realmente não sabe como isso será até você pular dentro.

DN: Você trabalhou com John Mayer em “Continuum”, e com Jenny Lewis. Quem mais você gostaria de trabalhar?
JV: Bem, eu me diverti muito trabalhando com esse trabalho paralelo chamado JJAMZ. Significa James, Jason, Alex, Michael and Z.
Jason (Boesel) toca bateria agora com Conor Oberst e The Mystic Valley Band e já tocou com Rilo Kiley e Jenny Lewis. Micheal Runion é um cantor e compositor. Alex (Greenwald) era o vocalista do Phantom Planet, e Z (Berg) é a vocalista de uma banda chamada The Like.
Nós somos apenas amigos que saíamos todo o tempo, então começamos este projeto e tocamos dois shows até agora, e está sendo muito divertido.
O Maroon 5 não tinha oportunidade de fazer nada disso, então estando fora da estrada pela primeira vez, foi divertido ter idéias novas com outras pessoas.
Eu amo minha banda, mas é bom misturar criatividade e trabalho com algum sangue fresco.

DN: Que estilo de música é esse?
JV: Eu realmente não sei. Em um sentido superficial, rock? Você tem um cantor e uma cantora que dividem e tocam com cada um… Eu não sei.

DN: Quando o JJAMZ se juntou pela primeira vez?
JV
: Há alguns anos atrás. Nós somos bons amigos por muitos anos.
Nós saimos uma noite, e decidimos voltar para minha casa. E entendemos que esta instrumentação estava certa para atualmente ser uma banda. Nós acabamos compondo uma música naquela noite e nos divertimos tanto juntos na noite seguinte e escrevemos outra.
Então depois nós continuamos, e houve alguns anos entre aquilo e atualmente tocar um show porque estávamos todos ocupados.

DN: Você já pensou em voltar para a escola e cuidar do resto dos seus méritos?
JV: Sim, eu estou morrendo para voltar para a escola. Talvez volte ao Nebraska.
Agora, há algum tipo de estatuto de sete anos onde meus créditos não são mais aplicáveis a um novo programa ou algo assim… Eu acho que me ferrei em relação aos créditos.
Mas eu realmente gostaria de voltar para a escola e estudar música. Eu gostaria de poder aprender mais composição no colégio, e eu também gostaria de estudar filosofia e psicologia.
Eu não sei, eu não me arrependo do tempo que gastei em publicidade; eu aprendi muito. Eu teria gasto um pouco mais de tempo para o que eu ia realmente fazer (risos).

                                                                                                                                       Fonte